Terça-feira, 12 de Junho de 2007

Efemérides

Eu sei que ando ausente e devo alguns textos. Provavelmente amanhã saem alguns que estou já rascunhando. Dentre as metas, um deles era sobre multi-monitores. Pra adoçar a vida de quem passeia aqui vai uma dica, vinda do lifehack.

Sexta-feira, 8 de Junho de 2007

3 LCDs em computador portátil? Sim!

Saiu uma notícia no MeioBit sobre um notebook com 3 LCDs. A opinião do autor do post -- e não da notícia original -- é que os notebooks deveriam ser portáteis; que não faria sentido um computador para carregar de um lado para outro agregar uma funcionalidade destas. Eu discordo.

Eu por exemplo, preciso sim da mobilidade de um notebook pois na maioria das vezes trabalho em lugares diferentes do que meu "escritório" -- leia-se meu quarto em casa. Como uso somente o notebook para o trabalho, e não um desktop convencional, sinto-me muito bem em poder ter à minha disposição três monitores LCD's que, como já havia mencionado o efetividade.net, tornam o trabalho mais produtivo. Quando o deslocamento fosse necessário e a curta estadia não justificasse o transporte dos dois LCD's a mais, bastaria "destacar" o peso extra -- como mostram as figuras.

A portatibilidade -- se é que tal termo existe -- de um notebook é, a meu ver, ilusória. Eu, pelo menos, nunca precisei e imagino jamais precisar abrir o notebook em algum lugar público, num restaurante ou ônibus. A necessidade de um trabalho nômade é real. Mas nada que não aguente esperar a chegada ao destino.

Latex

Há cerca de dois anos conheci uma ferramenta de mudou bastante a forma como eu encarava os trabalhos acadêmicos e a metodologia científica como um todo. Não só isto: a documentação de software, algo bastante importante na área que paga minhas contas, passou a ser algo visto de forma diferente.

O culpado desta reviravolta tem nome e sobrenome: Donald Knuth. Esse cara fantástico criou a melhor ferramenta tipográfica de todos os tempos -- levando em consideração a opinião deste pobre mortal que vos fala. Essa ferramenta chama-se Latex. Através dela é possível criar documentos com formatação que você bem desejar, fazendo aqueles documentos que você cansou de desenvolver do Word parecer trabalho manuscrito.

Mas esta belezura tem um preço: Não é simples tornar-se um mestre na "arte" da confecção de documentos. Especialmente se você não tem familiaridade com padrões e/ou linguagens de programação -- também conhecido como "analfabeto de pai e mãe".

Blaaaah, que nada. É muito simples. Se você, como eu, está começando a preocupar-se com trabalho de conclusão de curso / monografia / mestrado / doutorado, agora é a hora de debruçar-se sobre esta ferramenta. É claro, porém, que não é algo que deve ser feito caso você já esteja no meio do trabalho ou com os dias contados para a apresentação. Numa situação destas dificilmente haveria tempo hábil para a adaptação.

Qualquer trabalho desenvolvido em Latex, basicamente, é composto pelo cabeçalho e o corpo do documento. No cabeçalho, as seguintes informações são normalmente dispostas:

  • Tipo do documento (livro, artigo, etc), bem como as parametrizações que o tipo necessite (tamanho da fonte, tipo de identação, etc);
  • Pacotes carregados, como bibliográficos, gráficos, estilo, hifenação, etc.
No corpo, normalmente encontramos:

  • Capítulos, seções, subseções e subsubseções;
  • O texto propriamente dito;
  • Citações;
  • Imagens;
  • Tabelas, etc.
Vou experimentar, pouco a pouco, colocar aqui o que venho utilizando para a confecção dos meus trabalhos, com alguns exemplos. Pra quem tiver ansioso demais e quiser dar uma conferida em material disponível por aí, sugiro -- além do Google --, sugiro nada. Fiquem com o Google. Tem muito material disponível por aí.

Pra começo de conversa nesta série, vou apresentar pra vocês um grande trabalho de um grupo brasileiro que chamou o projeto -- e assim denominam-se -- de abntex. Este pacote que pode ser utilizado em conjunto com qualquer distribuição do Latex, utiliza os padrões definidos na norma ABNT para formatação de capa, contra-capa, sumário e outros itens indispensáveis para, por exemplo, um trabalho de graduação.

Um trabalho típico que utiliza-se do abntex tem o seguinte cabeçalho -- aproveite para o seu, copie e cole! (Obs: Cuidado com as quebras de linha)

% No latex, os comentários são precedidos do sinal de porcento
\documentclass[brazil,ruledheader]{abnt} % pacote abnt, com os parâmetros brazil e ruledheader
\usepackage[T1]{fontenc} % utilizando pacote de codificação de fonte
\usepackage[latin1]{inputenc} %utilizando pacote de codificação de entrada
\usepackage{graphicx} %pacote para utilização de gráficos em jpg
\makeatletter % usa o @(arroba) como caracter, e não marcador de texto
\usepackage{babel} % pacote de linguagem que se adapta a textos fora do Inglês
\makeatother % Volta o arroba para o normal
\usepackage{abnt-alf} % Tipo de bibliografia. No caso, abnt em ordem alfabética.

No caso de um documento no padrao ABNT, você deve especificar capa, contra-capa, etc. Mas isto eu deixo para outro post.

Hav fun!

É daqui



Daqui que eu tenho experimentado essa brincadeira toda.

Já mudei algumas coisas no layout da mesa. Na verdade, estou procurando OUTRA mesa. Sugestões são sempre bem-vindas.

Ah, o Canada

Há cerca de um ano venho ouvido de mais de uma pessoa de confiança -- inclua aqui boa parte de meus professores que mais admiro -- que o Canadá é, atualmente, um grande lugar para trabalhar e viver. E toda minha pesquisa até o momento não mostrou ser diferente. Acrescente a este fator a crescente demanda por trabalhadores que as províncias canadenses têm publicado.

Pra quem, como eu, tem também esta curiosidade, percebi que existe muito material disponível sobre a imigração. Vou citar duas fontes legais:

BrasMontreal
Forum -- em português -- com muita dúvida bem resolvida e com um pessoal pra lá de interessado em ajudar. Recomendadíssimo.
O único problema é que o material para resto do Canadá (que não especificamente as regiões de Montreal e Quebec -- francofonas) é um pouco menos extenso.

CIC - Citizenship and Imigration Canada
O site mais completo com TUDO -- eu disse TUDO -- sobre a imigração. Inclusive testes online pra que você saiba se tem chances de ser aprovado como imigrante.

Hoje é um bom dia
Não é beeeem um site com conteúdo sobre imigração. Na verdade é um brasileiro -- que escreve muito bem, aliás -- que, entre uma partida e outra de video-game, conta um pouco como é sair dos 40 graus do Maranhão morar no país da folha vermelha.

Eu, pessoalmente, estou bem longe do aeroporto ainda. Preciso concluir a faculdade (daqui a praticamente 1 ano) e resolver minha documentação: Reservista, passaporte, tudo tudo tudo... Mas, quem sabe, vai que dá ;)

É hora de formatar!

Eu sou um dos poucos caras que conheço que gostam de formatar o micro. Estava até agora há pouco conversando com um amigo sobre isto. Ele comentou que detesta formatar e que demora semanas para deixar o ambiente do seu jeito novamente.

Eu sou um cara obcecado por padrões. Obsessão compulsiva, daquelas bravas. Às vezes me incomoda tanto que deixo de utilizar um programa que não seja "instalável" via apt-get. Cruel não?

Sinistro ou não sinistro, estou indo pra terapia. Onde pus o CD do Delphi, hein?

CSTA e Asterisk

Não é de hoje que eu estou querendo iniciar o desenvolvimento de algo similar ao desenvolvido para PABX's Avaya, porém para o Asterisk. Descobri que existem algumas implementações interessantes em Java que, embora brilhantes, não adaptem a comunicação em um formato CSTA.

Apenas para quem não conhece, CSTA (Computer-supported telecommunications applications) é um protocolo criado pela Novell + AT&T + uma série de outras mega-corps no sentido de padronizar a integração telefônica com aplicações.

Porém, o que até agora pude perceber é que a "porta de entrada" do Asterisk não permite uma tradução simples de suas mensagens para eventos em um paradigma CSTA. Porém ainda estou dizendo isto sem suficiente conhecimento de causa. Minha intenção, ainda na linha de "o que estou pretendendo trabalhar" é a de pesquisar um pouco mais o assunto pra, quem sabe, bolar um projeto que integre esta duas soluções.

O mercado tá aí. No meu último curso de Asterisk -- esse mesmo que estou devendo um parecer sobre -- praticamente todos os alunos vinham de empresas que já estão no meio do CallCenter e que estão engatinhando no universo do VoIP. E quem tem Avaya -- boa parcela do mercado -- que venha comigo ;)